segunda-feira, 23 de novembro de 2009

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Vi esses dias numa parede aqui perto
de casas, do tipo de mensagem que te acorda aew por alguns segundos com a seguinte questão, "Quanto você mente para ser feliz!"



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Frase como aquela que todo mundo já se ligou, "O amor é importante porra!"




Shit! That´s it! I´m a shammer, kkkkkk

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

briSa!

The message below is a lie! Notice the difference in dates

between this post and the supposed message, located below, which would indicate my return. But here I am back. Believe me!

quinta-feira, 5 de março de 2009

estoudevolta!!!


p.s.: aguardem(te)...

domingo, 13 de abril de 2008

des-Classificados:

A 'bolha' de São Paulo & outras mídias têm publicado algumas letras sobre o foragido austríaco Aribert Heim, o 'doutor morte'. O cara tá sendo procurado desde dezembro pela Inteligência Brasileira juntamente com a inteligência da Polícia Federal. O Centro Simon Wiesenthal (ONG israelense que combate o nazismo) tá oferecendo uma recompensa de trezentos e tantos mil euros pra quem der informações do paradeiro do cara. Quem quiser tá na banca, tá na mão! Caravana de investigação saindo amanhã da estação de trem da Barra Funda para busca. Chance de altos lucros, Ligue para...


p.s: o número no poste está apagado.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

À noite uma luz ilumina tudo.
Acendi a da cozinha e, tirando o quarto de porta fechada, tudo ficou amarelado. Tinha uns cantos que a luz não chegava, por causa da sombra dos móveis. Enchi um copo com água e fui para o banheiro. Fechei a porta, peguei três comprimidos de benflô e sentei no vaso, ainda com o copo na mão, e os bebi.
Eu estava quebrado de dor, Helena não me escrevia há mais de duas semanas; há cinco dias não me acontecia nada, que nem misturando com outro nada gerava, sem esforço, porra nenhuma. Eu estava vivendo momentos antes de minha morte. Eu me olhava no espelho e não conseguia ver nada, se não um mero filho de cristo que não enxergava brilho no próprio olho. Não tinha outro pensamento se não esse, de que eu vivia momentos antes de minha morte. Eu tinha que comemorar isso! Lavei o rosto, os delírios sacaneavam a razão de Kant. Tudo era cor, parque de diversões. O benflô me servia algumas horas de playground.

Descia até a rua da Costa e Silva e tomei uma birita só pra lubrificar as idéias. Lembrei que tinha recebido um convite de Alice, uma noite atrás. Ela queria achar o coelho comigo. Liguei para ela e marcamos no Pubfiction.

- E aí, o que pega? eu disse.
- Tô precisando achar o coelho.
- Que você tem?
- Tenho dois comprimidos e um fino.
- Onde cê qué matá esses daí?, depois agente cai lá pra casa.
- Tem o túnel da Nove ou lá no Vale mesmo.
- Vamo ali na Roosevelt.

Caímos pra Roosevelt e nos sentamos numas escadas que tinha por trás da Augusta, entre o céu de Chagal e a igreja da Consolação. Enquanto ela procurava os comprimidos na bolsa... Se mulher tem desses problemas com a bagunça de seus pequenos caprichos, Alice tinha o dobro disso; carregava a casa no ombro e ainda tinha cara de me perguntar porque suas costas doíam. Enquanto ela os procurava em sua bolsa eu me fazia de guarda.

- Toma o teu.

Engoli e senti ele se misturando aos outros três que eu havia tomado em casa. Olhei pra ela e vi a Monalisa. Ela tinha a pele clara, cabelos negros que desciam em ondas até um pouco abaixo do pescoço; estava num vestido preto com bolinhas brancas e um sapato vermelho todo surrado. Nesse estado seus olhos eram frios e dispersos tal qual a Leonardo. Acreditam que Monalisa era o próprio Da Vinci na versão feminina e dessa eu fico pensando se Alice não seria o retrato vivo de minha natureza morta, numa versão de peitos e sensibilidade. É possível! Nos misturamos tanto, há tanto tempo, que de repente estamos confundidos um no outro a ponto de sermos um só.

- Pega aí.

Subimos uma paralela a Augusta, porque onde tem puteiro tem polícia. Com o cigarro na mão e os pensamentos fazendo mais sombra que a noite, caminhávamos para casa.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Seria uma paz transformar aquela burguesinha (ela se chamava Lúcia) em mais uma boneca do sexo na caderneta do Jeová, o cafetão mais pragmático & fudido da região. E o pior é que ela me dava bola usando daquele delicioso jogo de sedução que começava com suas pernas, mas naquele dia eu não sabia nem meu nome quanto mais teria a capacidade de trocar uma idéia com ela. Deixei pra outro dia. Esse seria de praxe. Andei o corredor de ferro que fica na parte de trás do prédio que eu moro até chegar no banheiro; ele ficava fora do quarto que eu pagava quando tinha grana. Depois peguei minhas tralhas & fui dá uma volta, com a imagem daquela mulher me circulando como o fatal aroma de um perfume. Dei bandas pra sul, lá tinha um pube que eu gastava bastante tempo, era o meu verdadeiro lar; quem me dava conselhos eram as garrafas e quem me agredia depois com a razão era a porta batida nas minhas costas pela falta de paciência do Dorival em pedir que eu caisse fora, porque ele queria ir pra casa ver seus filhos e sua mulher(nessa ordem, seus filhos primeiro, sua mulher depois). Eu vivia nessa igreja com devoção, só não deixava ficar clichê demais, por isso hoje me joguei pra sul, mas não pro pube do Dorival, um amigo que tentava me ajudar com um vício.



p.s: fragmento de conto!

sexta-feira, 21 de março de 2008

cene: Homem esticado numa cadeira de madeira num bar de marfim do séc.XVIII, fala para dentro; depois de passar num médico ventriloquista e constatar um problema crônico em sua linguagem verbal. Traje de escritor em pleno desgosto do reconhecimento.
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A nobreza no desespero é descobrir-se mais forte,

- A última vez que eu pensei no piripaque das orbitais aspas do meu penúltimo desespero eu duvidei, duvidei porque eu não tinha por que pensar mais nessas fossas imundas de falta de senso que não colaboravam em nada comigo. E isso era tão necessário quanto mastigar navalhas pra provar se machuca ou não a boca! (Inútil probabilidade no meu caso.) Irônico é que, como se eu tivesse engolido trinta e dois centímetros achatados de sapato abaixo, depois de pensar nisso, eu acabei repetindo tudo como se fosse um fato unitário. Aconteceu mais um, mais um e outro, e mais outro desespero. Esse tipo de sargento era sempre presente na minha cabeça, na inequivalência do meu equilíbrio. Mas eu sabia desobedecer com destreza aqueles toscos princípios de forma que eu era tido como príncipe de um reinado às vezes (quase sempre mambembe, mas tudo bem!). Eu era tido como o ator mais humano, o humano mais ator. O dúbil! Ora o nobre, ora o artista (este último o lado que predomina com os pêlos do destino mais eriçados de realidade viva, É facto que minha nobreza é de papelão!).

: este foi um primeiro teste para
‘A caderneta emocinógena do Sr.Rabitt’,
um vício de linguagens tortas.